segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Minha primeira viagem de BRT e um pitaco sobre o aumento de passagem carioca

Neste período que estou no Rio pude reparar em algumas melhorias no transporte público - a maioria só aconteceu/acontece por causa de a cidade sediar a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 - que foram seguidas de um aumento absurdo da passagem de ônibus, de R$ 3,00 para R$ 3,40, no último dia 03 de janeiro de 2015.

Pela primeira vez tive a oportunidade de andar de BRT, uma vez que da última vez que estive aqui, as obras dele não estavam prontas e parecia que não ficariam para a Copa do Mundo. Entretanto, elas ficaram e o BRT tem funcionado bem, dando uma opção mais digna de transporte para os cidadãos e os turistas. Só vale salientar que, como acontece com todo o transporte público da cidade nos feriados e domingos, a frota de ônibus e do BRT é reduzida, fazendo com que os ônibus do BRT andem lotados principalmente nesta época do ano, de férias escolares e de verão, onde muitas pessoas fogem do calor, às vezes insuportável, para as praias.



E foi justamente num domingo que andei de BRT pela primeira vez, da estação de Madureira com destino ao terminal Alvorada, perto da Barra, onde fui passear e tanto na ida quanto na volta eu tive de ir em pé. Sorte que tinha ar condicionado e a viagem foi muito mais rápida do que se tivesse ido de ônibus. Os BRTs lembram vagões de metrô, por causa do conforto.

No dia 03 de janeiro as passagens de ônibus foram reajustadas como informa o decreto Nº39707, do dia 30 de dezembro de 2014. Um presente de grego do prefeito Eduardo Paes para o ano novo dos cariocas.



Quando do último aumento (em janeiro de 2014), ficou determinado um prazo até o final de 2016 para que toda a frota de ônibus da cidade tivesse ar condicionado. Porém, o Decreto de 03 de janeiro determina que somente a metade das viagens tenham ar condicionado até o fim de 2015, não dando prazo para que toda a frota tenha este benefício, que para uma cidade como o Rio, é um absurdo que todos os ônibus não o tenham.

O que fica claro é que tanto como em Barbacena quanto no Rio, o povo se deu muito mal com a escolha de seus prefeitos nas últimas eleições, com a diferença que o carioca não é tão cordeirinho quanto o barbacenense e poderá voltar às ruas (apesar que diferente de Belo Horizonte, não se sabe de nenhuma organização popular para futuros protestos).

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