É sexta-feira! Todos já estão loucos para o dia acabar e poder aproveitar a folga. E pelo menos do meu pequeno arquivo de músicas não há canção que defina melhor o sentimento do trabalhador ou estudante brasileiro por este dia. Por isso, segue a tradução e o clipe acústico da música da banda The Cure.
Sexta-Feira, estou apaixonado (Friday I'm In Love - The Cure)
Um
jovem casal sai de carro para um encontro. Os dois têm idade aproximada aos 18
anos. Ele tirou a habilitação recentemente. Esta é somente a terceira vez que
ele pega o carro do pai para ir ao cinema na cidade vizinha com a namorada.
Estavam
a três dias do primeiro Natal como namorados. Após o filme, os dois param em
uma lanchonete para fazer um lanche antes de voltarem para a casa. Durante o
lanche fazem planos para o ano novo e para o próximo período da faculdade. Ele tem uma banda e é
atleta universitário representando a faculdade nas competições de judô. Ela
cursa a faculdade de letras.
*Ele acreditava na eternidade do que sentiam. Ela no que ainda poderiam sentir. Porém nada dura para sempre. A não ser a história de tudo que aconteceu...
Ainda
posso sentir o frio, mas agora a dor lancinante vem de dentro para fora,
consumindo tudo. O espaço onde antes guardava você, a combustão desta dor está
queimando para que não reste nenhum rastro teu. Sinto algo quente escorrer pelo
meu rosto e involuntariamente me lembro que mais cedo suas mãos me tocaram
deixando um calor semelhante. Onde minha querida pode estar? Ela foi para os
céus. Foi levada de mim.
As
gotas desta chuva que Começa a cair não podem lavar da memória o que aconteceu.
Os flashes me atropelam, destruindo tudo o que um dia eu já fui e agora, sem
você, não posso mais. Onde minha querida pode estar? Ela foi para os céus. Foi
tirada de mim. Não fazia muito tempo que eu estava dirigindo, não havíamos ido
muito longe. Olhei para você que sorria de volta para mim. Um carro parado na estrada.
Seus olhos presos aos meus. Desviei para a direita, mas algo deu errado. Não.
Me recuso a ouvir esse som! O grito dos pneus, a explosão de cacos de vidro.
Seus olhos já não estavam mais presos aos meus. Esta não é a nossa música. É
sua voz, um ruído ensandecido impregnado de agonia. Onde minha querida pode
estar? Ela foi para os céus. Foi tirada de mim.
Não me dou conta do que realmente houve. A chuva não cessa e pessoas começam a
preencher o vazio que meus olhos veem com dificuldade. Uma lembrança dela. De
alguma forma consegui encontrá-la. Sua vulnerabilidade me fez desmoronar. Ergui
sua cabeça ainda tão frágil e delicada e seus cabelos sujos de sangue tocaram
minha mão. "Abrace-me, querido, só mais um pouco" , ela disse olhando
para mim. Envolvi-a em meus braços que carregavam além do meu sofrimento, tudo
de melhor que ela despertou em mim. Então toquei sua boca com a minha. Nosso Último
Beijo. Naquele momento, encontrei o amor que sabia que havia perdido. E por
mais que meu abraço tentasse faze-la ficar, eu sentia que
ela já havia ido. Meu amor, minha vida tudo se foi junto com ela naquela noite.
Onde minha querida pode estar? Ela foi para os céus. Foi levada de mim. Agora
preciso ser bom para vê-la novamente quando eu deixar este mundo.*
História
baseada na música Last Kiss de Wayne Cochran, gravada pela primeira vez em 1962
com sua banda The C. C. Riders, sendo mais conhecida na nossa geração através
da versão gravada pela banda americana de Seattle, Pearl Jam, em um single de
1999, posteriormente no lado B do álbum Lost Dogs, em 2002.
Wayne
Cochran escreveu a música inspirado num acidente ocorrido no dia 22 de dezembro
de 1962, em Barnesville, no estado da Georgia, com o jovem casal de 16 anos,
Jeanette Clark e J. L. Hancock que dirigia o carro que se acidentou com um caminhão
que carregava madeira numa estrada rural de Barnesville. O casal saiu para um
encontro acompanhado de três amigos. O casal e um dos amigos morreram
instantaneamente. Um frentista local foi ajudar a prestar socorro no acidente e
não reconheceu a própria filha. O baterista da banda de Wayne Cochran estava em
um encontro com a irmã de Jeanette Clark no momento do acidente.
Wayne
viveu na Rota 1941, na Georgia, que ficava a 15 km do acidente. Lá ele viu
vários acidentes do tipo e por isso estava escrevendo uma música sobre o
assunto. Quando soube do acidente em Barnesville ele se inspirou nos sentimentos de comoção da comunidade local do acidente
para terminar a canção, dedicando-a à Janette Clark.
Wayne
nomeou a canção como "Last Kiss" por este ser o ponto alto e
dramático da música, além de existir uma canção de Floyd Cramer chamada Last
Date.
A versão da banda de
Cochran foi um sucesso local na Gerogia, o que levou a gravadora Texas para
gravá-la com J. Frank Wilson lançando-o nacionalmente.
Versão da banda Pearl Jam
Versão de Wayne Cochran
Versão de J. Frank Wilson
Tradução**
Oh
onde, oh onde, minha querida pode estar?
O
Senhor levou-a de mim.
Ela
foi para os céus, então eu tenho de ser bom,
Assim
posso ver meu amor quando eu deixar este mundo.
Nós
saímos em um encontro no carro do meu pai
Não
tínhamos dirigido para muito longe.
Lá
na estrada, seguindo em frente,
Um
carro estava parado, o motor morreu.
Eu
não podia parar, então desviei para a direita.
Eu
nunca vou esquecer, o som daquela noite:
O
"grito" dos pneus, o vidro estourado,
O
grito de dor que ouvi por último.
Oh
onde, oh onde, minha querida pode estar?
O
Senhor levou-a de mim.
Ela
foi para os céus, então eu tenho de ser bom,
Assim
posso ver meu amor quando eu deixar este mundo.
Quando
acordei a chuva estava caindo
Havia
pessoas paradas por todo lado
Alguma
coisa quente correndo nos meus olhos
Mas
de alguma maneira encontrei meu amor aquela noite
Ergui
sua cabeça, ela olhou para mim e disse
"Abrace-me
querido, só mais um pouco"
Dei-lha
um abraço apertado, beijei-a, nosso último beijo
Encontrei
o amor que sabia que tinha perdido
Bem,
agora ela se foi, mesmo eu tendo a abraçado forte
Perdi
meu amor, minha vida, naquela noite
Oh
onde, oh onde, minha querida pode estar?
O
Senhor levou-a de mim.
Ela
foi para os céus, então eu tenho de ser bom,
Assim posso ver meu
amor quando eu deixar este mundo.
*Trecho escrito por Letícia Coimbra* ** Tradução minha, por isso está diferente da legenda da música
Fontes: Edição Nº 69 do Informativo Transparência e site da PMB ( http://barbacena.mg.gov.br/atos_oficiais/ ) Surpreendente o slogan de campanha de Martim Andrada para esta campanha para Deputado Estadual. "Novos ventos trazem futuro" é uma aposta na falta de memória do eleitor brasileiro, um pouco pior dos barbacenenses mais especificamente. Saiu candidato pelo PV, na tentativa de passar uma ideia de que brigou com a família, mas está num partido onde não tem concorrente na cidade e com chances de se eleger com menos votos.
Martim foi o prefeito que sucateou o Demae, transformou em Demasa (pratica comum do seu então PSDB, muda o nome da instituição para vender por um valor irrisório) e vendeu a preço de banana uma parte da autarquia que por várias vezes salvou as contas da prefeitura.
Outro destaque negativo na administração de Martim (2005 - 2008) foi na educação. Prometeu escolas no Monte Mário e no Nova Cidade, cada uma delas com 14 salas e quadra. Nenhuma delas saiu do papel, como denunciou o Informativo Transparência em fevereiro deste ano.
O Órgão Oficial do Município anunciava em 30 de maio de 2007 que a prefeitura havia recebido uma verba de R$ 2.800.000,00 (Dois milhões e oitocentos mil reais), que seria destinada à educação, com reformas de quadras das escolas e construção das duas escolas já citadas no parágrafo anterior, sendo oitocentos e sessenta mil para cada escola.
Essa propaganda da construção de duas novas escolas continuou até o final do mandato, sendo que no exemplar de 16 de abril de 2008 (é o único que o link do diário oficial não abre no site da prefeitura) divulga que a escola do Nova Cidade aumentou de 860 mil para um milhão cento e vinte oito mil reais, diminuindo o número de salas de 14 para 10 sem citar construção de quadra.
A última edição do Diário Oficial do governo Martim trouxe a notícia de que a escola do Nova Cidade teve o início de sua obra na penúltima semana de dezembro de 2008.
Contudo, nenhuma das duas escolas saíram do papel. Não passaram de mentiras eleitorais. A sociedade cobrou do Ministério Público de Minas Gerais a fiscalização dessa verba, com uma denúncia datada de maio de 2010. Entretanto, até hoje não há notícia se essa verba de R$2.800.000,00 chegou aos cofres da Prefeitura Municipal de Barbacena. Se chegou, não se sabe para onde foi destinada, o fato é que as escolas não existem.
Antes de concluir, vale a pena citar que em 27 de junho do ano passado a escola do Nova Cidade voltou a ser notícia na imprensa da família Andrada e no site da prefeitura, com a PMB doando um terreno de 5.800 m² para a construção de uma escola estadual (o início do projeto informava que seria municipal) para 800 alunos sem informação de número de salas e quadra. Houve no início deste segundo mandato de Antônio Andrada uma prestação de contas da Assembleia de Minas no Palácio da Revolução Liberal, onde estavam presentes deputados estaduais, dentre eles Lafayette Andrada, vereadores e o atual prefeito. Quando abriram espaços para perguntas do público presente os dois (prefeito e Lafayette) foram questionados sobre as escolas e responderam que às obras não foram realizadas pois a prefeitura não havia doado o terreno. Fica uma importante pergunta ao eleitor barbacenense: Mesmo sabendo dessas mentiras eleitoreiras e constatando que esta família nunca trouxe benefício algum para a cidade (mesmo com Bonifácio se perpetuando na Câmara dos Deputados desde 1979), vale a pena votar nesses caras? Depois não adianta reclamar que só tem ladrão na política.
Era uma sexta-feira, por volta de 15 minutos para às 18 horas do dia 25 de julho de 1997. Em uma cidade do interior do Brasil, num bairro de periferia, com quatro ruas paralelas sendo que todas eram de terra, além da existência de poucas casas, seis garotos com idade entre 8 e 13 anos jogavam bola. Porém o mais velho deles já estava ficando entediado com o jogo e começava a tentar pensar em alguma brincadeira mais divertida.
De repente, um dos garotos chuta a bola quase no meio da trilha que liga a primeira rua com a rua onde jogavam bola. O mais velho vai buscá-la e nesse meio tempo finalmente formula a ideia da nova brincadeira.
Quando volta com a bola resolve contar aos amigos:
_Tive uma ideia - disse olhando no relógio de pulso - já são quase seis horas e não demora anoitecer. Nesse horário muitos adultos passam pela trilha e a gente podia aproveitar a escuridão da noite para assustá-los.
_Como vamos fazer isso? - Disse o de 12.
_É só cobrir o Juninho com papelão - disse o de 13 - e folhas de mamona ou de outras árvores, desde que sejam grandes, para camuflar e impedir que quem caminhe pela trilha veja ele.
_E se me baterem? - Perguntou o assustado Juninho, de oito anos.
_Podemos ficar atrás das árvores - respondeu Alex, garoto de cabelo loiro e curto com pouco mais de um metro e meio de altura e 10 anos de idade - e caso tentem te pegar a gente te ajuda a fugir. Dito isto, os garotos procuraram os itens necessários para a travessura. Colocaram todos eles empilhados ao lado da trilha. Quando finalmente escureceu o bastante para que a "camuflagem" desse certo, cobriram Juninho com com papelão, folhas e alguns galhos de árvore. Mudaram de ideia, não se esconderam atrás de árvores. Acharam melhor ficarem sentados na rua conversando e quando percebessem que "a vítima" começasse a prestar atenção naquela pilha de mato e papelão, eles puxariam assunto com ela para distraí-la. Desse momento em diante ocorreu tudo como o planejado. Quando as pessoas chegavam perto da pilha, Juninho levantava, gritava e corria antes que as pessoas se recuperassem do susto, só dava tempo de escutar os xingamentos. Por volta das 19h45, um senhor já cansado de mais um dia duro de serviço em uma fazenda perto daquele bairro, se assustou com o pivete, palavra que usou para xingar o garoto que o assustou. Aconteceu tudo muito rápido. Mal o senhor levou o susto e já empunhou um facão e saiu correndo atrás do garoto gritando "VOOLTA AQUI SEU PIVETEE!". Os garotos mais velhos tiveram de atrair a atenção do enérgico senhor do facão, para que Juninho escapasse em segurança para a casa dele. Esta brincadeira foi motivo de boas gargalhadas nos dias seguintes. Apesar de os garotos na época não terem celulares ou câmeras para gravarem aquela patacoada que poderia fazer sucesso no youtube atualmente, guardam essa zombaria na memória com a certeza de que tiveram uma boa infância.
Na cultura asteca, o jaguar teve uma grande influência. O denominavam como "Ocelotl*", que consideravam como rei dos animais. Em
Tenochtitlán os líderes militares de maior patente, os guerreiros mais
importantes e ferozes vestiam capas, artefatos e máscaras feitas de plumas e
pele de jaguar sendo chamados de cavalheiros jaguar, cujo título seria
"Tlacochcalcatl", chefe de casa de armas. Os Imperadores Astecas não
só se adornavam com capas, sandálias e usavam insígnias feitas de jaguares;
tinham também o privilégio exclusivo de utilizar nos tronos, tapetes e cortinas
feitos de pele de jaguar, tudo isso como símbolo de autoridade.
Para os
Astecas o jaguar foi o disfarce de Tezcatilipoca, o deus responsável por guiar Quetzcóatl,
a serpente emplumada que ensinou e introduziu a prática de sacrifícios humanos.
Na
mentalidade asteca, a águia é também espírito irmão jaguar. Ambos são
protetores dos poderes guerreiros terrestres. O animal envidraçado de manchas
preside uma das irmandades secretas da cavalaria asteca, enquanto que a outra é
regente pela presença senhorial da ave do bico adunco. Ao mesmo tempo, no trono
cerimonial do monarca asteca, este se sentava sobre plumas de águia e dispunha
sobre suas costas de um retalho manchado de pele de jaguar.
Na cultura
Maia, o jaguar foi chamado Balaam ou Chac e era símbolo de poder. Pessoas que
usavam roupas de jaguar eram pessoas com autoridade na sociedade, geralmente
representado nos códices**. O Deus Sol se transformava em jaguar para viajar a
noite pelo mundo dos mortos.
A pele com
manchas deste belo felino representava as estrelas. As ruínas Maias de Yucatán
produziram elaboradas imagens do jaguar. Para os Maias, o sol jaguar dominava a
noite e o dia, o sol jaguar lutava ao entardecer com Xilbalban (o submundo)
durante a noite, vencendo-o e saindo uma vez mais no dia seguinte.
Uma
história Maia fala que o final da terra virá quando os jaguares ascenderem do submundo
para devorar o Sol e a Lua e talvez o universo... e um eclipse é um sinal do
evento final.
*Existe uma banda chamada Ocelotl que tem canções sobre os povos astecas. Este blog já divulgou o somda banda.
**Códices Maias são livros dobráveis produzidos pela civilização pré-colombiana. Os textos eram produzidos em papel oriundo de cascas de espécies de figueiras. Códice é uma palavra oriunda do latim, significando livro ou bloco de madeira. Os maias os chamavam de huun no idioma deles. Os Astecas, no seu idioma nauatl, chamavam os códices de amatl.
Disco: Una
Luz Entre Las Sombras (Uma luz entre as sombras)
Após pouco
mais de um ano e meio, quando escrevi a primeira parte de "Fortaleza e
suas canções inspiradas em personagens, histórias e lendas do México"*,
resolvi traduzir (tentar traduzir) outra lenda que inspirou uma bela canção da
banda. Trata-se da Lenda de Tajín.
Antes de
começar a traduzí-la diretamente do site oficial da banda, é necessário tentar
esclarecer o que é Tajín. Segundo tentei apurar no site do Instituto Nacional
de Antropologia e História - INAH (México) e na Wikipedia, El Tajín é a cidade
pré hispânica mesoamericana mais importante da costa norte de Veracruz. É o
maior sítio arqueológico da região, com grande acervo da cultura asteca e de
povos pré invasão espanhola. Tajín é a cidade sagrada do povo Totonaca,
considerada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Também é o nome do personagem da lenda Tajín y los siete trueños.
*Até então não havia planos para que se tornasse uma série de postagens sobre o tema, mas comecei a ler os posts antigos do blog e me deparei com este, que considero ter a influência de um bom acervo de lendas mexicanas. Junte-se a isto o fato de eu estar tendo aulas de espanhol e a tradução dessas lendas ser uma boa maneira de praticar.
La Leyenda del Tajín
A Lenda do antigo trovão foi escutada pelo etnólogo Roberto Williams Garcia, dos lábios de um ancião totonaco que vivia em uma colina com vista para a Pirâmide dos Nichos, na zona de Tajín, sendo publicada em 1954 na revista "Tlatoani".
Na congregação de Tajín, os totonacos relatam a existência de um ser sobrenatural, o antigo trovão, que permanece acorrentado no fundo do mar e cujos seus rugidos roucos começam a ser escutados desde o mês de junho, prolongando-se por julho até agosto.
O personagem era um órfão vagante. Em certa ocasião, seus olhos maravilhados viram um machado que, por próprio impulso, cortava lenha e seguidamente eles se uniram transformando-se em uma ferramenta. O menino seguiu o caminho e assim chegou a uma casa que era a Pirâmide dos Nichos, onde viviam 12 homens idosos, que eram os senhores do trovão, eles tomaram o órfão como servo, Talinmaxka ou Limaxka no idioma totonaco, recomendando-lhe que seguisse suas ordens.
Uma vez, quando os anciões se preparavam para sair para seus trabalhos, o órfão viu como tiravam suas vestimentas de dentro de um baú: a roupa do furacão. Ele saiu de casa usando a roupa e imediatamente provocou um furacão que começou a destruir tudo; as árvores desmoronaram, e cabanas caíram. Os senhores do trovão,ao se darem conta da situação, perseguiram o causador do tumulto, lançando montanhas de nuvens para capturá-lo, levando muito tempo para conseguir, porque o menino sempre escapava.
O menino foi levado para o mar, onde foi submetido e acorrentado para não se mover. Dizem que os roucos rugidos ocorrem por ele perguntar quando é o seu dia santo, mas os senhores do trovão o enganaram dizendo que era uns dias antes ou depois da data verdadeira: 24 de junho. Se abstiveram de dizer o dia certo pois pensavam que o garoto provocaria uma tremenda inundação que acabaria com o mundo.
No monumento de entrada a zona arqueológica de Tajín, em 1992 ficou representada esta lenda graças à habilidade do escultor Teodoro Cano.
O
bordão "Pior que tá não fica" ficou muito famoso na campanha eleitoral
de 2010, com o então candidato a Deputado Federal Tiririca, pelo PR-SP, ocasião
em que muitos eleitores o elegeram em um "voto de protesto". Nas
eleições de 2012, final do mandato desastroso de Danosa (que sucedeu Martim
"Tatu"), não sei se os eleitores que votaram no atual prefeito
seguiram o bordão de Tiririca, ou se agiram assim por burrice ou ignorância
(por acreditar nas palavras bonitas do discurso do então candidato).
O
que infelizmente podemos constatar após um ano e meio de mandato é que pior que
tá fica. Quando chegamos a pensar que após o primeiro mandato de Antônio, a
"Obra do Século" (que precisa ser paga e reformada em 1 século), o mandato
do então vice de Antônio, Paulo Scarpelli, o mandato da esperança Célio Mazonni,
o mandato do Martim "Tatu" e o mandato da Danuza, infelizmente o
segundo mandato de Antônio Doorgal está deixando a cidade pior, com mais
dívidas, com a legalização do monopólio do transporte coletivo e o aumento de
passagem, com o decreto que determina que os coletivos de cidades como
Vasconcelos, Ibertioga, Antônio Carlos, etc., serão obrigados a fazer o
embarque e desembarque de passageiros em Barbacena somente no Terminal
Rodoviário, PPP do lixo, empréstimos já chegando quase na casa de 30 milhões,
dentre outras loucuras do prefeito.
Uma
cidade com mais de duzentos anos, ainda com alguns casarões históricos
preservados, pertencente à Estrada Real, tendo feito parte do Caminho Novo e
que quase foi eleita capital do Estado, tem potencial para o turismo, mas não
há vontade política para isso. Poderia ser mais importante do que já foi, no
entanto está regredindo no tempo. Infelizmente é a cidade do emprego público,
que gera muitos votos.
A
impressão que fica é que quem for o próximo prefeito herdará uma cidade
ingovernável, por suas dívidas e pelas licitações absurdas do lixo e do
transporte. Azar de quem ainda a ama e sonha com um futuro melhor.