segunda-feira, 12 de março de 2012

Ricardo Teixeira renuncia por motivo de "saúde" da Presidência da CBF e do COL

Finalmente Ricardo Teixeira largou o osso após 23 anos de mandato como presidente da Confederação Brasileira de Futebol. Primeiro ele pediu o afastamento na semana passada, para preparar o terreno pra sua saída definitiva, que acabou acontecendo hoje de manhã, quando sua carta de renúncia foi lida pelo seu sucessor em uma coletiva de imprensa. O "Poderoso Chefão" que pretendia ser o "dono" do futebol brasileiro e da Copa do Mundo de 2014, comum mandato até 2015, teve de renunciar ao cargo após tanta pressão da mídia (Placar, ESPN, UOL, Revista Piauí, Estadão, Folha de São Paulo, Record, BBC, entre outros), popular e do Ministério Público e da Polícia Federal (com suas investigações de corrupção e outros podres do dirigente).

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Teixeira se vangloria de que foi em sua gestão que a Seleção Brasileira de Futebol quebrou um jejum de 24 anos sem conquistar uma Copa do Mundo, além do Penta em 2002 e de trazer o mundial pela segunda vez para o Brasil. Mas temos de levar em conta de que ser campeão do mundo com a seleção brasileira é mais fácil do que com o Uruguai, por exemplo, já que nosso país é muito maior do que o deles. Ele não investiu nas categorias de base da seleção e muito menos no crescimento do esporte no país. Se fomos campeões em 1994 e em 2002, devemos isso a habilidade, a competência e ao talento dos jogadores brasileiros (Romário, Rivaldo e Ronaldo), não a um dirigente que assumiu a CBF logo após ter deixado sua antiga empresa quase falida.


A saída dele da CBF e do Comitê Organizador Local (COL) da copa, pode ser o início de uma nova era do futebol brasileiro. Está certo que seu substituto (de acordo com o regimento da instituição o presidente deve ser substituído pelo vice mais velho) José Maria Marin, que ficou conhecido como Zé das Medalhas (pois na final da Copa São Paulo deste ano ele "lalou" a medalha que seria do goleiro reserva do Corinthians), ex governador de São Paulo (foi vice do Maluf e teve de assumir o cargo), não é o nome ideal, que possa resolver os problemas do futebol tupiniquim. Mas eu duvido que ele vai ficar no cargo por muito tempo. Teremos uma "briga de foice no escuro" pelo cargo.

Por isso, é importante que os clubes comecem a se mexer, para escolherem o seu representante numa eventual eleição (claro, com algum apoio de alguma federação). Seria um sonho caso algum clube convencesse o Zico a ser o candidato deles, já que, acredito que todos concordam que o galinho "é do ramo", além de ser uma pessoa idônea, poderia trazer boas ideias para que este país volte a ter o melhor futebol do mundo, começando pela base dos clubes, para mais tarde voltarmos a ver a seleção da CBF apresentando o belo futebol pelo qual somos reconhecidos internacionalmente.

Quanto a presidência do COL, poderia ficar com o Romário, já que ele tem sido o parlamentar mais atuante na fiscalização das obras de 2014 (tá longe do ideal ainda, mas é o que temos para o momento). Aproveitem os comentários para escreverem quem vocês queriam ver como presidente da CBF e o novo presidente do COL (podem colocar uma pessoa só para os dois cargos também, apesar de eu achar que neste caso a chance de ter o conflito de interesses é muito grande).

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