quarta-feira, 13 de junho de 2012

Cachoeira pode ser solto e operação Monte Carlo pode ser anulada


Estava eu ouvindo a BandNews FM (SP) esta manhã, quando ouvi uma notícia dada pelo Ricardo Boechat, sobre o caso Carlinhos Cachoeira e a operação Monte Carlo da Polícia Federal, que me deixou perplexo e indignado.

A notícia é a seguinte:


O Desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional da Primeira Região (TRF1), do Distrito Federal, reconheceu como ilegais as interceptações telefônicas da operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que desmontou o grupo de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e consequentemente considera nulas as provas decorrentes desses grampos. O habeas corpus movido pela defesa de Cachoeira (lembrando que o advogado de Cachoeira é o ex-Ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos - durante o mandato do ex-Presidente Lula - que recebe R$ 15 milhões em honorários para defender o personagem principal da CPI do Cachoeira, sendo que os bens do acusado estão bloqueados. De onde vem esse dinheiro?) está a cargo da terceira turma do TRF1, que tem três membros. Caso mais um juiz acompanhe o voto do relator, os grampos da operação Monte Carlo serão anulados, o que facilitará a defesa dos 81 denunciados pelo Ministério Público.

Tourinho Neto alega que o delegado encarregado da investigação, Matheus Mella Rodriguez, errou em fundamentar o pedido de interceptações baseando-se somente em denúncias anônimas e em uma notícia de jornal. Tourinho disse ainda que o juiz federal que autorizou os grampos tomou essa decisão sem a devida fundamentação. "Não se pode haver a banalização das interceptações, que não podem ser o ponto de partida de uma investigação, sob o risco de grave violação ao Estado de Direito", citou.

Esta operação investiga uma rede de corrupção, tráfico de influência, lavagem de dinheiro e exploração de jogos ilegais em Goiás e no Distrito Federal. O esquema que seria comandado por Carlinhos Cachoeira, teria o envolvimento de políciais, empresários, autoridades e políticos. Dentre os políticos, estariam envolvidos o Demóstenes Torres (ex-senador do DEM-GO), e três governadores, Agnello Queiroz (PT) do Distrito Federal, Marconi Perillo (PSDB) de Goiás e Sérgio Cabral (PMDB) do Rio de Janeiro.
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A operação Pasárgada que resultou em prisões de cinco prefeitos e citou o envolvimento de três magistrados, além do ex-prefeito de Barbacena Toninho Andrada, também foi interrompida pelo mesmo motivo que Tourinho Neto que interromper a Monte Carlo. Eu sou leigo nesses temas que envolvem o Direito, mas essas notícias me fazem pensar que esses grampos só serão considerados nulos por estarem denunciando pessoas poderosas ou que apoiam poderosos (políticos principalmente). Se fossem para botar na cadeia um ladrão de galinhas, não interessaria que os grampos violassem "trocentos" artigos da constituição, porém quando criminalizam ricos e poderosos, podem estar dentro da legalidade, no entanto sempre dão o "jeitinho brasileiro" para que "os caras" não sejam punidos.

Este país e suas autoridades são patéticos!

P.S.: os trechos em itálico são reproduções do post CPI DO CACHOEIRA - Desembargador considera ilegais grampos da operação Monte Carlo. CACHOEIRA PODE SER SOLTO do blog "A Patrulha da Lama".

Fontes:


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