Estamos a pouco mais de um ano
da Copa do Mundo FIFA 2014 no Brasil. E a higienização social que está sendo
feita, aproveitando a desculpa das obras de mobilidade urbana, já está chegando
aos estádios, uma vez que dois dos estádios que serão sede da Copa foram
inaugurados recentemente, Castelão e Mineirão.
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www.unilab.edu.br |
Os estádios de futebol sempre
foram os locais mais democráticos no mundo, principalmente no nosso país, onde
a arquibancada era o único lugar onde pessoas de diferentes etnias e classes
sociais tinham duas horas de interesse comum, torcendo pelo mesmo clube.
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www.copa2014.gov.br |
Infelizmente isso está
mudando, pois as chamadas arenas, que em sua maioria estão/foram construídas
com dinheiro público, não tem/terão setores reservados para as classes mais pobres
da sociedade brasileira. Os ingressos para os jogos dos novos Castelão e
Mineirão estão com preços mínimos na faixa de R$ 40,00 a R$ 60,00, bem mais
caros do que o cinema, além de não levarem em conta os gastos com transporte e
alimentação (o torcedor pode querer fazer um lanche no intervalo e os lanches
nesses lugares são sempre mais caros do que nas ruas).
A desculpa para as reformas e
construções de novas arenas milionárias é a de que o torcedor merece mais
conforto, pena que não foi isso o que vimos na reinauguração do Mineirão, onde
os torcedores foram desrespeitados até na venda de ingressos, desorganização
nas imediações e na entrada dos torcedores no estádio, não havia nem água.
A tendência é que o esporte mais popular do país
vire um programa para a elite. Nossos estádios vão virar teatros e
continuaremos tendo médias de público menores do que as da MLS (Major League
Soccer - a liga norte-americana do esporte mais popular do Brasil).
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