terça-feira, 19 de maio de 2015

A história de Silverthorn - Final

Finalmente vou terminar de postar a história. Atrasei tanto as postagens que quase virou novela da globo, hahaha. Confira as primeiras partes da história:

http://th02.deviantart.net/fs71/PRE/f/2013/230/8/e/silverthorn_by_toradh-d6inkuj.jpg
http://fc04.deviantart.net/fs70/i/2013/235/1/7/8__silverthorn___kamelot_by_clowrheed-d6jd0do.jpg

O box com cd duplo, poster e o storybook


Silverthorn Storybook

A história de Silverthorn - Final

Dez anos de silêncio. Inúmeras horas de oração. Meses de autoflagelação. Eu esfreguei minha pele crua com pedaços de pedras que desmoronaram das paredes em uma tentativa de me limpar. Mas nada funcionou. Não até agora, esculpindo estas palavras no calcário macio, dia após dia. Só agora eu encontrei a força para contar a minha história e dar aos meus segredos mais íntimos a chance de respirar o ar da liberdade. Liberdade em uma cela de prisão? Sim, uma prisão de carne e osso é muito pior do que uma de pedra e argamassa. Isso tem consumido meu interior como um veneno nocivo enquanto eu o mantive escondido. Com cada palavra que eu esculpir, estou me purgando de um pouco do veneno.

Nem todo o meu tempo aqui tem sido cruel. Já tive visitas regulares de um anjo, que canta músicas e me acalma para dormir. Eu não consigo distinguir o rosto dela, mas ela tem uma voz linda e sempre carrega um corvo em seu ombro. É a única paz que eu conheço neste triste estado de existência. Sussurros às vezes chegam aos meus ouvidos através das paredes. Ouvi dizer que Robert assumiu minha identidade e está vivendo muito bem em meu lugar.

Eu não o odeio por sua fraude. Na verdade, tenho pena dele. Ele tem a palavra marcada no peito e que, também, será a sua ruína no final. Disso eu tenho certeza. Porque ninguém pode carregar segredos e ter a palavra "verdade" em seu corpo sem ter que pagar pelas mentiras vindas do seu débito. Eu passei muito da minha vida pagando a minha dívida. Logo, a minha verdade vai voltar para me libertar.


Epilogo

A vida é preciosa. É um clichê e talvez, você mereça um final melhor para a minha história, mas eu temo que isso seja tudo que eu tenho a oferecer. Como eu havia previsto, o destino veio para reavaliar-me como um homem que já tinha abraçado a minha verdade. Eu decidi falar de novo, uma vez que eu tinha contado a minha história para as paredes da prisão.

Um juiz concordou em ouvir-me, uma vez que eu nunca tinha falado durante o julgamento inicial e assim fui automaticamente condenado com base em provas que não contestei. Chamei Alphaeus que poderia atestar que eu estava na capela quando Aurora tinha sido assassinada.

Quando o juiz perguntou por que Alphaeus não tinha vindo mais cedo, ele respondeu que eu não estava pronto para ele contar o que tinha acontecido e ele sabia que eu iria convocá-lo quando eu estivesse. Assim eu fui absolvido de todas as acusações, libertado da prisão e minha vida foi me dada de volta. Robert foi levado em custódia, julgado e condenado por assassinato de Aurora. Disseram-me que ele não falou uma palavra em seu julgamento. Eu só posso orar para que sua verdade o encontre como a minha me encontrou. É uma lição difícil de se ensinar, mas eu tenho certeza que ele vai sair de tudo isso como um homem aliviado e mudado.

Voltei a tocar violoncelo, mais uma vez. Às vezes eu harmonizo com o meu anjo, que ainda canta para mim, para acalmar o fantasma do caos que permanece em uma câmara interna do meu coração. Nunca mais esquecerei. Eu percebi que nunca se devem botar as suas tragédias de lado para serem esquecidas uma vez a que a felicidade se afasta das suas vidas. Se você fizer as pazes com a devastação e abraçá-la como parte de seu caráter, sobrará uma força. Caso contrário, poderia mais tarde levantar sua cabeça feia numa competição ciumenta contra o contentamento. Aqui eu estou sentado em um banco de parque, em Londres, mais uma vez, contando histórias de minha vida a você. Eu sou um homem realizado e distinto.

Tenho muito o que olhar para a frente no resto do meu tempo que virá. Eu...

O que foi isso? O som é tão familiar de alguma forma, mas eu não consigo decifrá-lo...
"Tem alguém aí?

Era uma melodia tão fraca mas ainda reconhecível. Eu quase poderia me lembrar ...

Ai está de novo. Ah, alguém estava assobiando uma melodia. Eu nunca fui apreciador de assobios. Eu mesmo sou mais um instrumentista. Na verdade, isso é engraçado, minha mãe costumava tocar uma melodia muito semelhante.

Espera...

The End
Fim

Silverthorn


Prodigal Son



Continuum




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