sexta-feira, 30 de março de 2012

"Porque dizer não às famílias Bias Fortes e Andradas"

Este ano teremos eleições municipais, por isso este blog terá vários posts sobre esse tema, com o intuito de trazer algumas informações/notícias que o eleitor barbacenense não encontrará nos principais veículos de imprensa do nosso município (já que eles pertencem as duas famílias - Bias Fortes e Andradas - e por isso não são imparciais).


O título deste post está entre aspas pois foi tirado de um texto publicado no jornal gratuito Barbacena Transparente (Ano IV-Nº046, março 2012), que eu descobri a existência dele hoje e postarei ele na integra, para que os leitores deste blog possam tirar sua próprias conclusões. Dependendo do ritmo de leitura de quem o ler, poderá gastar de 5 a 10 minutos (talvez menos), porém vale a pena gastar este tempo do que ficar lamentando nos próximos quatro anos ter votado no candidato "ciclano".

"No dia 11 de fevereiro de 1822, a Câmara de Barbacena encaminhou ao príncipe regente uma proposta para ser a sede da Monarquia portuguesa e se oferecia para descer "em massa" ao Rio de Janeiro para tomar armas em defesa do Príncipe. Estes atos lhe valeram o título de "muito nobre e leal vila".
O Congresso Estadual em 5 de junho de 1891, discutiu a mudança da capital do Estado. Apresentou, ainda, emenda mandando substituir, no referido art. 121, a expressão um ponto central no Vale do Rio das Velhas para Cidade de Barbacena.
 Em 13 de dezembro de 1893, reuniu-se o Congresso Mineiro em Barbacena para deliberar sobre a mudança da capital do Estado. O senador estadual Antônio Carlos Andrada III estava com Chrispin Bias Fortes, Henrique Diniz e Silva Fortes, entre os que apoiaram a mudança para Belo Horizonte, emenda vitoriosa por dois votos apenas (fonte Wikipédia).
 Barbacena não foi escolhida por conta da prejudicial influência oligárquica destas duas famílias que ainda perdura. A cidade que influenciava a vida dos mineiros, encontra-se na 20ª posição no ranking das maiores cidades de Minas Gerais, foi ultrapassada por Juiz de Fora, que era um distrito e que ocupa a 4ª colocação atualmente.
Os defensores dessas famílias, tentando justificar votos dirão:"trouxeram a Escola Agro Técnica (hoje IFET)", mas a instituição foi criada no governo de Nilo Peçanha, era subordinada ao Ministério da Agricultura, cujo ministro era Antônio Cândido Rodrigues, que nasceu em 1850, na cidade de São Paulo. Portanto não podemos notar nenhuma influência dos Bias, ou Andradas para que a instituição se instalasse na cidade, a Escola Agrícola, que foi fundada em 1910.
Muitos dos seus defensores ainda dirão que trouxeram a Epcar, a instituição foi fundada em 1949, pelo presidente Eurico Gaspar Dutra, que nasceu em Cuiabá, em maio de 1883. Na ocasião, o ministro da Aeronáutica, na qual a Epcar é subordinada, era o Ministro Armando Figueira Trompowsky de Almeida, que nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1889, também não se nota nenhuma identificação das famílias Bias ou Andradas nesta empreitada. É importante salientar ainda que o membro mais velho destas duas famílias nasceu em 1930, portanto não seria responsável por estas duas importantes instituições de ensino. Se os atuais membros familiares destas duas famílias não acrescentaram nada no progresso de Barbacena, não faria sentido continuar votando neles por conta de seus antepassados, que aliás nunca ajudaram a cidade.
Dos atuais membros, vamos analisar a atuação de cada um:
Bonifácio Andrada, Patriarca da Família, Deputado Federal desde 1979, durante todo o mandato, Barbacena não ganhou nenhuma empresa ou instituição de ensino, a não ser a Unipac, que pertence à família e não apresenta como investimento, pois até depois de desocupar o terreno onde funcionava, que pertence à Escola Agrícola, família investiu uma nova construção na cidade e a universidade funciona na cidade de Antônio Carlos, todos os impostos que forem gerados serão recolhidos lá.
Antônio Carlos Dorgal de Andrada (Toninho Andrada), foi prefeito de Barbacena, vangloriou-se de ter feito a obra do século (canalização do córrego da Rua Bahia), a dita obra não resistiu ao primeiro período chuvoso, na época afirmou que o prefeito que o sucedera (Paulo Scarpelli, foi seu vice na administração anterior e foi eleito com o apoio da família Andrada) não deu a devida manutenção, mas uma obra de engenharia daquele tamanho, não deveria durar somente alguns meses por falta de manutenção. Sua administração ficou marcada com as obras da Rua XV de Novembro, onde mostrou "dinamismo" e construiu um coreto, digno de cidades provincianas do final do século XVIII. Toninho ainda, se notabilizou ao enganar a população quando "inaugurou" a fábrica Ranira de pneus e ainda não havia permitido que a Peugeot se instalasse no município.
Martim Francisco Borges de Andrada (Martim Andrada), prefeito, antecedendo Danuza, como seu irmão, levou todo o seu mandato na Rua XV, mesmo assim não a concluiu, deixou para trás um calçadão cheio de ondulações e com peças soltando. Achou que deveria canalizar um córrego da cidade, elegeu a Avenida Sanitária, que também levou o padrão de qualidade da família Andrada, não resistiu ao primeiro período de chuvas, só que não pôde culpar ninguém pois desabou no seu mandato, ignorou o problema e ainda achou que merecia ser reeleito, o que não aconteceu. Durante o seu governo o vereador Amarílio Andrade, afirmou que uma montadora chinesa de veículos estava interessada em se instalar na cidade, mais uma vez um membro da família Andrada estava no caminho. Martim ainda ressuscitou o estigma que tanto humilha Barbacena que é o de ser conhecida como a "cidade dos loucos", criando o Festival da Loucura. E também desestimulou a maior festa do município que era a Festa das Rosas.
Lafayette Andrada, nunca concorreu a nenhum cargo direto em Barbacena, mas todo ano eleitoral, ou seja a cada quatro anos, vem a cidade a procura de votos, não se sabe de nenhuma verba ou projeto de sua autoria para Barbacena.
Danuza Bias Fortes, atual Prefeita do Município, se elegeu prometendo a moralização do serviço público de Barbacena e levantou durante a sua campanha a bandeira "fora COPASA".
Estamos quase no final do seu mandato, além de não haver moralização, ainda não fez nenhum esforço para que a companhia de saneamento de Belo Horizonte deixe a cidade. Danuza quando eleita, discursou dizendo que a cidade precisava de um recapeamento total, que a operação tapa-buracos é uma medida paliativa e que faria uma parceria com o governo federal e estadual, para recapear toda a cidade e agora no ano de 2012, ainda lança mão desta medida que ela mesma chamou de paliativa.
Danuza, assim como Martim seu antecessor, tentou esvaziar a Festa das Rosas e no primeiro ano de mandato cancelou a festa. E ainda deu continuidade ao Festival da Loucura, que não acrescenta nada para os ideais de Barbacena.
Depois de todo o exposto, se você achar que eles ainda merecem o seu voto de confiança, acho que estão fadando os seus filhos, netos como também os bisnetos ao mesmo destino de muitas famílias, que deixaram Barbacena para encontrar futuro melhor em outro lugar".
Braga, Geraldo, Transparência Barbacena, Março 2012, página 3.
Neste ano participarei da minha terceira eleição municipal como eleitor. Na primeira eu votei no Martim Andrada e me arrependi, principalmente porque além dele não ter feito nada na periferia, só as obras da Rua XV e da Avenida Sanitária, ele colocou nos panfletos da campanha a reeleição, que sua administração havia feito o calçamento da rua onde moro, sendo que os moradores desta rua haviam ido várias vezes à prefeitura (inclusive levando abaixo-assinado) pedindo que ela fosse asfaltada, já que desde que o bairro foi criado nós vivíamos no "barro e na poeira". Depois de cansarmos de esperar que a prefeitura resolvesse o problema, resolvemos nos unir para comprar as pedras e pedimos a mão de obra à prefeitura e só depois disso que foi feito o calçamento da rua.

Na eleição seguinte votei na atual prefeita e obviamente me arrependi novamente, pois ela não cumpriu nem 2% de suas promessas. Tenho 26 anos e precisei de duas eleições para aprender que nenhuma dessas duas famílias estão interessadas em contribuir para o progresso da nossa cidade e fazem dela seu curral eleitoral. Espero que tanto os mais jovens quanto os mais velhos que ainda acreditam nas promessas dos Bias e dos Andradas, abram os olhos e não deem seu voto para eles, já que esta é a melhor arma que temos na democracia para tirarmos do poder essas pessoas.  

4 comentários:

  1. São suas opiniões e não posso discordar já que não moro em Barbacena e só um morador da cidade pode opinar fielmente sobre a situação política e social da cidade, agora dizer que o Festival da Loucura não traz benefícios pra cidade é no mínimo contraditório: o comércio em geral se beneficia, o turismo é fomentado e principalmente: Barbacena tem uma responsabilidade social eterna com os internos e familiares dos mesmos que foram mau tratados, torturados e mortos no Hospital Colônia. A cidade deve propagar as boas ações atuais nesse campo mas sem esconder os corpos e memórias de 60 mil pessoas não acha?

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  2. Esta opinião sobre o Festival da Loucura não é minha, é do tal de Geraldo Braga que escreveu o texto para o jornal Transparência Barbacena. Eu só reproduzi o texto aqui no blog. Não concordo com esse trecho do texto, mas reproduzi o texto na íntegra. Acho que ultimamente a prefeitura tem tratado muito mal esses eventos (festival da loucura, festa das rosas, exposição e o carnaval), mas esse não é o maior problema. É só andar pela cidade (incluindo o centro) que vc verá com as ruas estão esburacadas, aqui no meu bairro já nem tem asfalto mais, de tão grande que estão os buracos. Isso sem falar na saúde, educação, os desabrigados que perderam suas casas nas chuvas, etc.

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  3. Artur, parabéns pelo post.

    Acredito que os cidadãos de Barbacena precisam ter ciência do que ocorreu no passado para efetuarem bons feitos agora no presente e, consequentemente, garantir um melhor futuro.
    Infelizmente não só em Barbacena, onde a ocorrência é mais intensa, mas sim em todo o país, não há "política" e sim "politicagem", pois os mesmos não trabalham ao bem do povo e sim para o bem próprio. Isso é uma cultura antiga e intrínseca.

    É chegada a hora de montarmos um movimento estudantil, para eleger um universitário com discernimento e capacidade de administração.

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  4. Eu, acredito que tem como mudar essa situção sim.E tá passando da hora dessa geraçao lutar contra essa, politica tosca. Já chega é hora de progredir e parar de pensar que não tem como mudar. Temos que colocar esses dois pra correr, negando eles sim o nosso voto.

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