domingo, 14 de setembro de 2014

Leyenda Dime Jaguar (Tradução) - Terceira parte das lendas mexicanas que inspiraram canções da banda Fortaleza

Dime Jaguar (Jaguares)
Disco: Una Luz Entre Las Sombras



Na cultura asteca, o jaguar teve uma grande influência. O denominavam como "Ocelotl*", que consideravam como rei dos animais. Em Tenochtitlán os líderes militares de maior patente, os guerreiros mais importantes e ferozes vestiam capas, artefatos e máscaras feitas de plumas e pele de jaguar sendo chamados de cavalheiros jaguar, cujo título seria "Tlacochcalcatl", chefe de casa de armas. Os Imperadores Astecas não só se adornavam com capas, sandálias e usavam insígnias feitas de jaguares; tinham também o privilégio exclusivo de utilizar nos tronos, tapetes e cortinas feitos de pele de jaguar, tudo isso como símbolo de autoridade.

Para os Astecas o jaguar foi o disfarce de Tezcatilipoca, o deus responsável por guiar Quetzcóatl, a serpente emplumada que ensinou e introduziu a prática de sacrifícios humanos.

Na mentalidade asteca, a águia é também espírito irmão jaguar. Ambos são protetores dos poderes guerreiros terrestres. O animal envidraçado de manchas preside uma das irmandades secretas da cavalaria asteca, enquanto que a outra é regente pela presença senhorial da ave do bico adunco. Ao mesmo tempo, no trono cerimonial do monarca asteca, este se sentava sobre plumas de águia e dispunha sobre suas costas de um retalho manchado de pele de jaguar.

Na cultura Maia, o jaguar foi chamado Balaam ou Chac e era símbolo de poder. Pessoas que usavam roupas de jaguar eram pessoas com autoridade na sociedade, geralmente representado nos códices**. O Deus Sol se transformava em jaguar para viajar a noite pelo mundo dos mortos.

A pele com manchas deste belo felino representava as estrelas. As ruínas Maias de Yucatán produziram elaboradas imagens do jaguar. Para os Maias, o sol jaguar dominava a noite e o dia, o sol jaguar lutava ao entardecer com Xilbalban (o submundo) durante a noite, vencendo-o e saindo uma vez mais no dia seguinte.

Uma história Maia fala que o final da terra virá quando os jaguares ascenderem do submundo para devorar o Sol e a Lua e talvez o universo... e um eclipse é um sinal do evento final.

*Existe uma banda chamada Ocelotl que tem canções sobre os povos astecas. Este blog já divulgou o som da banda.
**Códices Maias são livros dobráveis produzidos pela civilização pré-colombiana. Os textos eram produzidos em papel oriundo de cascas de espécies de figueiras. Códice é uma palavra oriunda do latim, significando livro ou bloco de madeira. Os maias os chamavam de huun no idioma deles. Os Astecas, no seu idioma nauatl, chamavam os códices de amatl.

Exemplo de um códice Maia

Fortaleza - Dime Jaguar


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